30 novembro, 2010

Palavras e Silêncios


Te respondo, desta vez sem rodeios, sem repetições, da forma simples e sem grandes escândalos como acontecem as coisas mais espantosas, as coisas importantes: escrevo para que você me leia. Simples assim. Para que você me leia e volte, para que você me leia e pense que há algo surpreendentemente belo em mim, algo que você não viu, algo que passou por nós despercebido. Então, para ser mais clara, é possível?: para que você me leia e ame.

(Flores Azuis, Carola Saavedra, p. 42, Ed. Companhia das Letras)

Sobre cada dia ela se equilibrava nas pontas dos pés,
sobre cada frágil dia que de um instante para outro
poderia se partir e cair em escuridão.
Mas ela milagrosamente o atravessava
e exausta de alegria e cansaço
chegava a dormir para o dia seguinte
surpreendida recomeçar.

Clarice Lispector



Isso será coragem minha,

a de abandonar sentimentos antigos

já confortáveis.


Clarice Lispector


"Fica decretado que, a partir deste instante
haverá girassóis em todas as janelas,
que os girassóis terão direito
a abrirem-se á sombra;
e que as janelas devem permanecer,
o dia inteiro,abertas para o verde......
onde cresce a esperança."


Thiago de Mello in:
Estatuto do Homem

29 novembro, 2010



"Tem dias que nos sentimos
como se dentro de nós algo ficasse latejando pingando:
às vezes é como a chuva que se precisa
quando tem estiagem demais e tudo fica muito seco."


Clarice Lispector

27 novembro, 2010


Não é de repente,


é mais aos pouquinhos que acontece.



Caio Fernando Abreu

26 novembro, 2010




"Eu quero um colo, um berço,
um braço quente em torno ao meu pescoço,
uma voz que cante baixo e pareça querer me fazer chorar.
Eu quero um calor no inverno,
um extravio morno de minha consciência e depois sem som,
um sonho calmo, um espaço enorme,
como a lua rodando entre as estrelas."

Fernando Pessoa


Quem modelou teu rosto ?
Quem viu a tua alma entrando ?
Quem viu a tua alma entrar ?
Quem são teus inimigos ?
Quem é de tua cria ?
(...)
Será que você vai saber
O quanto penso em você com
o meu coração ?


Legião Urbana, in:
O Descobrimento do Brasil

Caixinha de Costura




Fiquei pensando no que teria dentro de minha caixa de costura…

Sempre imaginei a vida como uma colcha de retalhos. Pedaços da vida sendo costurados, ligados e interligados, alguns bastante coloridos e alguns cinzentos. Na minha caixa de costura, teria uma tesoura que serviria para os cortes que são necessários e que a vida nos faz, as lembranças que ela deixa cortadas, rasgadas e desfiadas. A agulha serviria para remendar paixões, amores, saudades, corações partidos… O dedal seria o ombro amigo que nos protege dos furos nos dedos da alma. A fita métrica serviria para medir o tanto que caminhamos para frente, avaliarmos como crescemos, como amadurecemos, o tanto que já vivemos e amamos e fomos amados. Os alfinetes seriam as pessoas que entram na nossa vida e ficam conosco para sempre, são feitas de metal resistente, com cabeças frias e coloridas que não esquentam e, muito pelo contrário, preparam o terreno para a agulha caminhar… Ah! e os botões?… Nunca faltam seriam as boas lembranças que servem para colorir o nosso dia, a nossa vida, e tapar os buracos do coração. Teriam também, na minha caixa de costura, fitinhas coloridas que são os amores infantis, filhos, netos, sobrinhos, as crianças que crescem pertinho de nós. Ah! e as linhas seriam tantas, de todas as cores! Pretas, brancas, azuis, amarelas, laranjas e de cores variadas e que, de acordo com o que ela vai costurar, transforma a vida num arco-íris… Ela seguiria a agulha silenciosamente pelos caminhos do coração. Para terminar, pedaços de pano que seriam as fases da minha vida. Com esses eu faria a minha colcha de retalhos e cobrira de carinho todos os que amo…


Ana Maria Guimarães Ferreira

25 novembro, 2010


O último presente que você me deu foi um livro da Ana Cristina César. Comprou dois. Um pra mim e um pra ter. E fizemos como sempre fazíamos. Abrimos lá o livro num café e lemos um poema. Agora eu fico lembrando tudo isso e me sentindo meio estúpida. De não ter percebido que eram sempre a primeira e última vez aqueles momentos todos. Fico me sentindo insensível por ter me distraído por uns instantes. Achando que tudo estava ainda por acontecer. E que nossa vida — a grande vida — estava só por começar. Vou à estante. Pego o livro. Não sei mais qual foi o poema. Perdi-o. Perdi a entonação, talvez apressada (tentando acertar), que usei para ler o poema. Enquanto você fumava um Marlboro vermelho. Orquestrando com o olhar firme as palavras que se diluíam na fumaça do seu sopro. Tentando sacar, talvez, por que essa moça Ana Cristina César foi essa poeta Ana Cristina César. O cheiro do café sempre dizia Manuel Bandeira. Àquele momento, nós ali, lendo "antigos e soltos". Lembrar é mais triste que escrever um poema que será esquecido.

Assionara Souza




Ainda não estamos habituados com o mundo.



Nascer é muito comprido.



(Murilo Mendes - "Reflexão número 1")

Eu me fui, eu me sou, eu me serei em cada um dos girassóis do reino a ser feito. E as coisas tem que ser claras. Releio o que escrevi neste caderno, desde janeiro, revejo o que vivi. Tudo me conduziu para este here and now. Tudo tem que ser claro. How can I tell you?


Caio Fernando Abreu, in:
Lixo e porpurina, 1974

casa


1 - Conjunto de paredes disposta em forma de coração;

2 - Lugar de onde se sai, mas não se deixa;
3 - o outro nome de família;

4 - almofada usada pelos guerreiros após grandes batalhas;

5 - trampolim para a felicidade;
6 - objeto de desejo dos recém unidos;

7 - segundo a ciência moderna, o centro dos sistemas solares;

8 - local onde se está melhor protegido das tempestades;

9 - sobrenome da paz;

10 - caixa de segredos com lacre inviolável;

11 - coletivo de cumplicidade;

12 - habitat natural do bicho comumente chamado de "amigo";

13 - objeto que, quando em cima de outros, chama-se de edifício;

14 - baía de águas calmas;

15 - apêndice dos quintais;

16 - nome popular de doce chamado Lar;
17 - tataraneta das cavernas;

18 - na geografia, o lugar do mundo
onde o dia amanhece com cheiro de café;

19 - agrupamentos de tijolos unidos pelo cimento da marca Confiança;

20 - motivo da existência das passagens de ida-e-volta.


(Ex.: Minha casa, meu amor, não tem paredes, nem janelas, nem telhado. Minha casa tem olhos, cabelos, arrepio e o maior de todos os sorrisos. Minha casa é você)




André Gonçalves, in:
Coisa de Amor Largadas na Noite

23 novembro, 2010

Soneto de Martha


(...)Deveria chamar-te claridade

Pelo modo espontâneo

Franco e aberto

Com que encheste de cor meu mundo escuro

E sem olhar, nem vida, nem idade.

Me deste em tempo certo

Os frutos verdes deste amor maduro.



Vinicius de Moraes

Amor é Rosa


Eu sou o branco, você é vermelha.
Quando estamos juntos somos rosa.
Antes de conhecer você, até que eu vivia bem sozinho.
Comia o que queria, na hora que eu bem entendia.
Era liberdade, independência e auto suficiência.
Quando vi você, fiquei feliz e vermelho de paixão.
Nem percebi que eu não era mais o branco.
Foi então que o vermelho ameaçou me sufocar.
Comecei a me irritar e brigar com você.
No fundo porque você era vermelha,
e não branca, como eu queria.
Por vezes, percebi-me querendo mudar sua cor.
Você soube permanecer vermelha,
não se tornou branca.
Branca nada acrescenta ao branco.
E assim, entre nós, foi-se formando a rosa.
Mas tive receio de perder minha personalidade.
Temi perder minha individualidade.
Descobri: branco transformar-se em rosa
não é perder-se, desestruturar-se e desaparecer...
É crescer, complementar-se com a vermelha.
Meu temor à rosa deu lugar ao prazer da convivência,
do relacionamento do amar e ser amado.
Dá mais trabalho porque nada pode e deve ser só branco,
mas tudo pode ser mais gostoso e rico com a vermelha.
Com ela vive-se o prazer, a cor, o amor.
Ser rosa é carregar dentro de si a vermelha.
É ter sua presença, pela saudade, na solidão.
É destacá-la no meio da multidão.
Pode ser bom um lanche branco,
mas nada supera um singelo jantar rosa.

Içami Tiba

. Sugestão da querida Clarisse!!!


- Nós somos sobreviventes de um desastre... mas eu quero te dizer...aconteça o que acontecer...quero que você saiba...quero que você diga para as mulheres que você conhecer... que lá no fundo...onde eu fui... não tem peixes luminosos no início... só escuro...eu desci no poço de Alice... sem fundo...e lá, na solidão completa, de repente surgem uns peixes luminosos... fantasmas de luz... embriões flutuando à sua volta... embriões... os filhos da sua coragem... e você começa a subir de volta... entendendo uma beleza nova... que te esconderam sempre... e não é a tal da "purificação pelo sofrimento" não, é ver... ver... que há qualquer coisa de maravilhosamente eterna na tua loucura... que a tua loucura é eterna... real... como o vento... o fogo... as árvores que se moviam negras na minha infância... hoje minha loucura é verdadeira como as coisas... aí eu comecei a me sentir uma habitante do planeta, igual... à miserável... igual à faminta... eu sou verdade... louca como a miséria... como os bichos... com as plantas...


Arnaldo Jabor
Em, Eu sei que vou te amar





Eu jamais chegaria aonde cheguei 
se só andasse em linha reta.
Tive que voltar atrás, 
andar em círculos,
perder dias,
perder o rumo,
perder a paciência
 e me exaurir em tentativas 
aparentemente inúteis 
pra encontrar um quase endereço,
uma provável ponte: 
a entrada do encontro…
Acertei o caminho 
não porque segui as setas,
mas porque desrespeitei todas as placas de aviso..





Marla de Queiroz



Quero que esse sentimento meio novo, meio tonto e meio infantil dure por muito tempo, mesmo que repetido, sóbrio e adulto. Porque os dias e os meses sempre passam, mas eu quero continuar acreditando que dividir o sofá, o último pedaço do bolo e o travesseiro sejam a eternidade num piscar de olhos.


Caio F .



Não quero olhar para trás, lá na frente, e descobrir quilômetros de terreno baldio que eu não soube cultivar. Calhamaços de páginas em branco à espera de uma história que se parecesse comigo. Não quero perceber que, embora desejasse grande, Amei pequeno.



Ana Jácomo

22 novembro, 2010


"Aninha meu bem, tenho saudades de você, de seu modo gauche de andar. O que lhe acontecerá, não sei. Sei que você continuará doce e doida para o resto da vida, com intervalos de lucidez. Ela não gostava de "água com açúcar", e nem o era. O mundo não é. Deus faz doçuras muito tristes. Será que deve ser bom ser doce assim? Aninha tinha uma saia vermelha estampada que alguém lhe derá, muito mais comprida do que seu tamanho. Nos dias de folga usava a saia com uma blusa marrom. Era mais uma doçura sua."


Clarice Lispector

21 novembro, 2010


"Ontem tomei um táxi e me distraí tanto olhando pela janela que no meio do caminho estendi a mão para o banco vazio do lado querendo pegar tua mão.


Tô com saudade..."



Caio F.

20 novembro, 2010

Os Três Mal-Amados



O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato. O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. O amor comeu meus cartões de visita. O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome.

O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas. O amor comeu metros e metros de gravatas. O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus. O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos.

O amor comeu meus remédios, minhas receitas médicas, minhas dietas. Comeu minhas aspirinas, minhas ondas-curtas, meus raios-X. Comeu meus testes mentais, meus exames de urina.

O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia. Comeu em meus livros de prosa as citações em verso. Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos.

Faminto, o amor devorou os utensílios de meu uso: pente, navalha, escovas, tesouras de unhas, canivete. Faminto ainda, o amor devorou o uso de meus utensílios: meus banhos frios, a ópera cantada no banheiro, o aquecedor de água de fogo morto mas que parecia uma usina.

O amor comeu as frutas postas sobre a mesa. Bebeu a água dos copos e das quartinhas. Comeu o pão de propósito escondido. Bebeu as lágrimas dos olhos que, ninguém o sabia, estavam cheios de água.

O amor voltou para comer os papéis onde irrefletidamente eu tornara a escrever meu nome.

O amor roeu minha infância, de dedos sujos de tinta, cabelo caindo nos olhos, botinas nunca engraxadas. O amor roeu o menino esquivo, sempre nos cantos, e que riscava os livros, mordia o lápis, andava na rua chutando pedras. Roeu as conversas, junto à bomba de gasolina do largo, com os primos que tudo sabiam sobre passarinhos, sobre uma mulher, sobre marcas de automóvel.

O amor comeu meu Estado e minha cidade. Drenou a água morta dos mangues, aboliu a maré. Comeu os mangues crespos e de folhas duras, comeu o verde ácido das plantas de cana cobrindo os morros regulares, cortados pelas barreiras vermelhas, pelo trenzinho preto, pelas chaminés. Comeu o cheiro de cana cortada e o cheiro de maresia. Comeu até essas coisas de que eu desesperava por não saber falar delas em verso.

O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas. Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam. Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta. Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala.

O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.


João Cabral de Melo Neto

19 novembro, 2010

Uma História de fadas


Era uma vez o País das Fadas. Ninguém sabia direito onde ficava, e muita gente (a maioria) até duvidava que ficasse em algum lugar. Mesmo quem não duvidava (e eram poucos) também não tinha a menor idéia de como fazer para chegar lá. Mas, entre esses poucos, corria a certeza que, se quisesse mesmo chegar lá, você dava um jeito e acabava chegando. Só uma coisa era fundamental (e dificílima): acreditar.
Era uma vez, também, nesse tempo (que nem tempo antigo, era, não; era tempo de agora, que nem o nosso), um homem que acreditava. Um homem comum, que lia jornais, via TV (e sentia medo, que nem a gente), era despedido, ficava duro (que nem a gente), tentava amar, não dava certo (que nem a gente). Em tudo, o homem era assim que nem a gente. Com aquela diferença enorme: era um homem que acreditava. Nada no bolso ou nas mãos, um dia ele resolveu sair em busca do País das Fadas. E saiu.

Aconteceram milhares de coisas que não tem espaço aqui pra contar. Coisas duras, tristes, perigosas, assustadoras, O homem seguia sempre em frente. Meio de saia-justa, porque tinham dito pra ele (uns amigos najas) que mesmo chegando ao País das Fadas elas podiam simplesmente não gostar dele. E continuar invisíveis (o que era o de menos), ou até fazer maldades horríveis com o pobre. Assustado, inseguro, sozinho, cada vez mais faminto e triste, o homem que acreditava continuava caminhando. Chorava às vezes, rezava sempre. Pensava em fadas o tempo todo. E sem ninguém saber, em segredo, cada vez mais: acreditava, acreditava.

Um dia, chegou à beira de um rio lamacento e furioso, de nenhuma beleza. Alguma coisa dentro dele disse que do outro lado daquele rio ficava o País das Fadas. Ele acreditou. Procurou inutilmente um barco, não havia: o único jeito era atravessar o rio a nado. Ele não era nenhum atleta (ao contrário), mas atravessou. Chegou à outra margem exausto, mas viu uma estradinha boba e sentiu que era por ali. Também acreditou. E foi caminhando pela estradinha boba, em direção àquilo em que acreditava.

Então parou. Tão cansado estava, sentou numa pedra. E era tão bonito lá que pensou em descansar um pouco, coitado. Sem querer, dormiu. Quando abriu os olhos — quem estava pousada na pedra ao lado dele? Uma fada, é claro. Uma fadinha mínima assim do tamanho de um dedo mindinho, com asinhas transparentes e tudo a que as fadinhas têm direito. Muito encabulado, ele quis explicar que não tinha trazido quase nada e foi tirando dos bolsos tudo que lhe restava: farelos de pão, restos de papel, moedinhas. Morto de vergonha, colocou aquela miséria ao lado da fadinha.

De repente, uma porção de outras fadinhas e fadinhos (eles também existem) despencaram de todos os lados sobre os pobres presentes do homem que acreditava. Espantado, ele percebeu que todos estavam gostando muito: riam sem parar, jogavam farelos uns nos outros, rolavam as moedinhas, na maior zona. Ao toquezinho deles, tudo virava ouro. Depois de brincarem um tempão, falaram pra ele que tinham adorado os presentes. E, em troca, iam ensinar um caminho de volta bem fácil. Que podia voltar quando quisesse por aquele caminho de volta (que era também de ida) fácil, seguro, rápido. Além do mais, podia trazer junto outra pessoa: teriam muito prazer em receber alguém de que o homem que acreditava gostasse.

Era comum, que nem a gente. A única diferença é que ele era um Homem Que Acreditava. De repente, o homem estava num barco que deslizava sob colunas enormes, esculpidas em pedras. Lindas colunas cheias de formas sobre o rio manso como um tapete mágico onde ia o barquinho no qual ele estava. Algumas fadinhas esvoaçavam em volta, brincando. Era tudo tão gostoso que ele dormiu. E acordou no mesmo lugar (o seu quarto) de onde tinha saído um dia. Era de manhã bem cedo. O homem que acreditava abriu todas as janelas para o dia azul brilhante. Respirou fundo, sorriu. Ficou pensando em quem poderia convidar para ir com ele ao País das Fadas. Alguém de que gostasse muito e também acreditasse. Sorriu ainda mais quando, sem esforço, lembrou de uma porção de gente. Esse convite agora está sempre nos olhos dele: quem acredita sabe encontrar. Não garanto que foi feliz para sempre, mas o sorriso dele era lindo quando pensou todas essas coisas — ah, disso eu não tenho a menor dúvida. E você?

Caio Fernando Abreu




"Coragem, às vezes, é desapego (...)

É aceitar doer inteiro até florir de novo.


É abençoar o amor,

aquele lá, que a gente não alcança mais."


Ana Jácomo

18 novembro, 2010


Devo ater-me a meu próprio estilo e seguir meu próprio caminho.
E apesar de eu poder nunca mais ter sucesso deste modo,
estou convencida de que falharia totalmente de qualquer outro.


Jane Austen




"Perdoe a falta de abrigo,



é que agora eu moro no caminho."


Marla de Queiroz



“E a gente vai por aí, se completando assim meio torto mesmo.
E Deus escrevendo certo pelas nossas linhas
que se não fossem tão tortas,
não teriam se cruzado.”


Tati Bernardi

Quem gostou da Ideia