14 setembro, 2011

Das transformações



Aprendi com o tempo das fugas e com o resultado de cada uma delas que podemos adiar o encontro do nosso olhar com os olhos perturbadores da dor, mas não tem jeito: em algum quarteirão da vida, eles vão se encontrar. Por isso, agora, toda vez que acontece, escolho encarar de uma vez. Mergulho inteirinha, protegida com o escafandro da fé e do amor que me habitam. 
E a vida é tão mágica que, lá no fundo mais fundo do oceano nada pacífico de cada uma delas, lá no instante ou quase em que a pilha da lanterna acaba, a gente descobre um jeito novo, muito lindo, muito nosso, comovente muitas vezes, para conseguir emergir e transformar o que parecia impossível de transformação. 



Ana Jácomo

13 setembro, 2011




A noite
enorme,
tudo dorme,
menos
teu nome


Paulo Leminski


Clarice



"Dar a mão a alguém sempre foi o que esperei da alegria".


A frase acima é a inscrição que li, nesta quinta-feira, no túmulo de Clarice Lispector, no cemitério do Caju - zona portuária do Rio.

Para a comunidade judaica, as flores significam festa. Por isso só encontrei pedrinhas sobre a lápide da autora que dizia ter vindo ao mundo para amar o outro, escrever e criar filhos.

O epitáfio de Clarice me fez lembrar Augusto dos Anjos. São do poeta paraibano os versos usados por ela na epígrafe de Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres: "...a mais alta expressão da dor consiste essencialmente na alegria".


Escrito por Nonato Gurgel do

12 setembro, 2011




Deus me proteja de mim e da maldade de gente boa. 
Da bondade da pessoa ruim



Chico César






"Tenho achado viver tão bonito."





Caio Fernando Abreu

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