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15 novembro, 2013

O Inacessível das palavras








"Chegaste, e desde logo foi verão.
Teresa ainda não sabe se é um bom livro. Jamais saberá. Jamais terá critérios para avaliar aquilo que ela mesma escreve, Mas tampouco se deixará oscilar demais com o que os outros dirão. Isso porque suas próprias palavras ficam, para ela, num lugar um tanto quanto inacessível. Teresa dificilmente será uma boa leitora de Teresa."



Adriana Lisboa in: Um beijo de colombina

Blog Vem cá Luisa

23 abril, 2013

É a mãe



“Mãe lê pensamentos, tem premonição, sonhos estranhos. Conhece cada choro, de gripe, de medo, entra sem bater, liga de madrugada, pede favor chato, palpita e implica com amigos, namorados, escolhas.
 Mãe dá roupa do corpo, 
tempo, dinheiro, conselho, cuidado, proteção. 
Mãe dá um jeito, dá nó, dá bronca, dá força. 
Mãe cura cólica, porre, tristeza, pânico noturno, medos. Espanta monstros, perigos. 
Mãe tem intuição e é messiânica: mãe salva.
 Mãe guarda tesouros, conta histórias e tem lembranças. 
Mãe é arquivo! 
Mãe exagera, exaure, extrapola.
 Mãe transborda, inunda, transcende.”

Autoria desconhecida

Do blog Que seja doce 

01 novembro, 2012

Nosso Luto








EDUCAÇÃO

É com profundo pesar que anunciamos o falecimento da Educação. O princípio de todos os princípios foi vítima da falta de investimentos. Sim, mas também da nossa indesculpável falta de tempo para os filhos da evasão escolar, da negligência familiar, das prioridades equivocadas e da falta de preocupação com o futuro de cada um e de todos nós.
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EMPREGO

Consternados, comunicamos o falecimento de nosso querido emprego, devido ao fracasso de políticas sociais e da falta de confiança para investir no enorme potencial do nosso país. Sentiremos muito a sua falta.
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FAMÍLIA

É nosso doloroso dever informar o falecimento da família. Instituição querida que se foi devido aos maus-tratos, ao alcoolismo, ao abuso sexual, à falta de planejamento familiar, ao trabalho e à exploração infantil e à recorrente falta de carinho, apoio e respeito ao próximo.
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DIGNIDADE

Lamentamos comunicar o falecimento da dignidade, fruto da dificuldade que homens, mulheres e crianças do nosso país encontram para garantir oportunidades e condições mínimas para levar uma vida decente.
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INFÂNCIA

Lamentamos a partida da nossa querida infância. Um período tão importante de nossas vidas que, infelizmente, se foi graças à exploração e à necessidade do trabalho infantil, ao desrespeito ao estatudo da criança e do adolescente, ao erro de não se viver cada coisa ao seu tempo e aos inúmeros "cresce menino!" ouvidos Brasil afora. Sentiremos saudades da infância. Mais ainda por aqueles que, por não a conhecerem, não poderão sentir.
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RESPONSABILIDADE

Informamos a todos, com muita dor, o falecimento da responsabilidade; vitimada pela inconsequência daqueles que mesmo cientes de seus deveres, deixam de cumprí-los e pela classe média, que financia o tráfico por meio do consumo de drogas, uma diversão hipócrita que não tem a menor graça.
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CIDADANIA

É com dor e consternação que informamos a todos o falecimento de nossa muito amada cidadania. Fundamento básico da convivência social, a cidadania foi vítima de violações de leis e direitos humanos e até mesmo da nossa atitude, cada vez que nos omitimos, preferindo reclamar que "ninguém faz nada" a levantar, tomar voz e participar ativamente da construção da nossa sociedade.
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TOLERÂNCIA

Comunicamos o falecimento da nossa querida tolerância, causado pela arrogância, pela prepotência, pelo preconceito, explícito ou velado, que todos manifestamos em algum momento de nossas vidas. Em homenagem a essa triste partida, lembremos que o princípio de que uns são melhores do que os outros só nos torna piores.
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MORADIA

Informamos com pesar o seu falecimento. A nossa querida moradia se foi por falta de planejamento público, pela incapacidade de lidar corretamente com a favelização e pela dificuldade em garantir que comunidades carentes tenham acesso à luz, ao saneamento básico, enfim, às condições propícias para o estabelecimento digno de uma base familiar.
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RESPEITO

É com extremo pesar que comunicamos o falecimento do respeito, causado por carros avançando os sinais, pessoas jogando lixo nas ruas, lugares não cedidos nos ônibus, carteiradas e por todas as situações em que esquecemos que o nosso direito termina onde começa o do outro.
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HONESTIDADE

Com profunda dor, informamos o falecimento da honestidade. Um princípio que se foi devido à sonegação de impostos, às compras de produtos piratas, às "cervejinhas" deixadas nas blitz e, principalmente, devido à nossa equivocada mania de chamar corrupção em pequena escala de "jeitinho".
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JUSTIÇA

Lamentamos a partida de nossa amada justiça, causada pelo corporativismo, pelos pré-julgamentos e preconceitos, pela arrogância, pela troca de favores, pela corrupção e, principalmente, pela impunidade.
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SOLIDARIEDADE

É com extremo pesar que comunicamos a todos o falecimento de nossa querida solidariedade, vítima do individualismo exacerbado, do egoísmo e da nossa crescente incapacidade de levantar uma mão que seja em prol de uma sociedade mais justa e igualitária.
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CIVILIDADE

Consternados, informamos o falecimento da civilidade. Muitas foram as causas desse triste óbito: a nossa mania de levar vantagem em tudo, as filas que desrespeitamos, as brigas no trânsito e a nossa insistência em escolher, por conveniência, as leis a serem respeitadas. O país sentirá saudades.
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AUTORIDADE

Comunicamos, consternados, o falecimento da autoridade. Mais uma vítima dos progressivos desmandos e abusos de poder, da corrupção, do descaso e do mau exemplo, que geraram desconfiança e fizeram com que a palavra autoridade se tornasse sinônimo de medo e de omissão, e não mais de respeito e reverência.
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BOM SENSO

Comunicamos o lamentável falecimento do bom senso. Mais uma vítima dos incontáveis equívocos na definição de prioridades, da falta de diálogo e das inúmeras coisas que deixamos de fazer, ou trocamos por outras absolutamente irrelevantes, simplesmente por não pararmos uma minuto sequer para refletir sobre o que realmente importa.




[autoria desconhecida]




**Retirado do blog Mundo da Gislene

25 agosto, 2012

Um olhar mais apurado





I – Pedagogia dos afetos e traições



Ainda não vi ninguém lendo no núcleo zona sul de Avenida Brasil. Chama atenção o fato de ser Tufão, o craque suburbano, o leitor. Primeiro, Nina sugere para ele a leitura do escritor checo Fanz Kafka. Em sua prosa, o ser degradante que se perde de si sugere o roteiro de Tufão ao perder-se de Monalisa. Mas ele não saca o recado de Nina: ela deseja que, ao ler “A metamorfose” (1915), o craque perceba ser numa barata que Carminha o transforma, impedindo-o de ler o real a sua volta.


Machado de Assis surge, na novela, em dose dupla para “leitores de alma já formada”: “Memórias póstumas de Brás Cubas” (1881) e “Dom Casmurro” (1899). Os dois romances trazem para a narrativa a senha da traição de Carminha. Mas o jogador não se toca. Nina tempera cada vez mais o cardápio literário: manda ele ler de Gustavo Flaubert o livro “Madame Bovary” (1856) – romance que possui o adultério como tema. Nesta prosa onde um médico rural é traído pela esposa, o burguês é um vilão cujos instintos e emoções dão o tom da narrativa.


A educação sentimental de Tufão é lenta, mas sofisticada. A pedagogia dos afetos e das pequenas traições, aplicada por Nina, leciona alguns dos melhores romances da literatura moderna produzida no Brasil e no mundo. Não sei da formação de Nina nem o motivo do seu bom gosto literário. Mas sei uma senha irônica: saída do lixão, ela foi educada na Argentina – país onde leitura de livro é um hábito bem mais cotidiano do que por aqui.


II – Kafka, Machado, Flaubert e Rosa


Depois de ler Kafka, Machado e Flaubert, o craque lê o Guimarães Rosa de “Grande Sertão: vereda” (1956). “Diadorim é a minha neblina” – diz Riobaldo, o personagem que rememora numa prestação de contas infinitamente desfalcada, onde nenhum dos “itens” fecha. Sertão é “onde os pastos carecem de fechos”, sabe o jagunço. Os dados também não fecham na cabeça de Tufão. Travestida de defensora da moral e dos bons costumes, Carminha encarna uma Diadorim que não chove. Sua neblina adia. Engana-se bem quem nela se molha.


Será a próxima leitura de Tufão “A paixão segundo G H” ou outro título da Clarice? “Fragmentos de um discurso amoroso”, do Roland Barthes? Algum romance do Graciliano ou Camus? Sábato, Cortázar, Aira ou Piglia? Quem sabe, o próximo romance do craque seja acompanhado da leitura da própria Nina, cujo rango ele degusta e cuja identidade ele vem assoletrando em pequenos goles.




Nonato Gurgel

Professor do Curso de Letras da UFRRJ 

10 agosto, 2012

Renovador

Ah, o abraço!!!!!

O psicoterapeuta mexicano Omar Villalobos afirma que trata-se de uma técnica terapêutica impulsionada pelo contato físico, “pelo toque”. O objetivo pode ser curar um simples desalento, como também fazer com que alguém que esteja com uma doença realmente grave, sinta-se fortalecido.
Os defensores enfatizam que os benefícios englobam o físico e o emocional. Há comprovações científicas que embasam a ideia. Quando você abraça outra pessoa, com ternura, o corpo libera dopamina, endorfinas e oxitocina, químicos que impulsionam o bem-estar.





Me abrace, 
que no abraço 
mais do que em palavras, 
as pessoas se gostam." 


Clarice Lispector

*



E este é um contato com o maior órgão do corpo, a pele, que pode gerar uma verdadeira lista de benefícios:

- Terá a oportunidade de experimentar sentimentos de satisfação
- É tido como um ato que impulsiona o desenvolvimento da inteligência nas crianças
- A fisiologia de quem recebe o abraço é alterada, provocando reações positivas
- Melhora a saúde, ou auxilia na cura de doenças
- Também pode ser usado como uma ferramenta, onde o ser humano desabafa seu desconforto, sua raiva, ou sua dor.

Nesta terapia o importante é ver o abraço sob outro ângulo, com novos olhos, ou como uma atitude que realmente pode melhorar a vida de outra pessoa, ou a própria.





05 abril, 2012

Conselho de mãe



Menina, não perca tempo.


Não sofra antes dos dezesseis por amor algum. 
Pratique esportes. 
Preste atenção nas suas aulas de inglês. 
E faça amigos. 
Escolha uma profissão que ame, mas que também te dê dinheiro 
porque a vida é mais difícil sem ele. 
Não use salto. Dê saltos! De alegria! 
Ao que me parece, 
a vida mal começou e já é generosa contigo. 
Agradeça. Não fale de boca cheia. 
Não reclame de barriga cheia. 
Mastigue e muito só que de boca fechada. 
Pense antes de falar. 
Pense antes de escrever.
Respeite os mais velhos, 
os mais novos e também os de mesma idade. 
Seja gentil e sorria… Mostre seus dentes. 
Daqui a pouco, 
muitos outros além desses seus quatro da frente 
estarão a te fazer companhia. Diariamente. 
E para que esta convivência seja boa e indolor, 
escove-os ao menos três vezes ao dia e use o fio dental. 
Se preciso for, nós te garantimos o aparelho. 
Então, você pode gargalhar a vontade. 
Brinque, sem se preocupar. 
Aproveite enquanto tem STAFF. 
Divirta-se! 
Aprenda a dividir seus brinquedos, 
suas conquistas e seus problemas. 
Tudo ficará mais leve se for dividido. 
Faça sua turma, 
assim desde cedo trabalhando em equipe, 
será mais fácil sua adaptação na vida adulta. 
Perdoe seus pais por toda projeção e expectativa.
Lembre-se é tudo amor em excesso. 
Durma. Sonhe. Cante. 
E se conseguir, monte uma banda. 
Seu pai ficará orgulhoso!
Aprenda a cozinhar. 
Aprenda a comer. 
Aprenda a rezar. 
Aprenda um pouco de tudo. 
Estude. Leia. Seja curiosa!
Entre no mar pelo menos uma vez ao ano.
Pise na grama sempre que tiver oportunidade.
Faça planos. Viagens. Compartilhe comigo. 
Compartilhe com todos. Monte sua rede de contatos. 
Seja verdadeira. Conte-me suas aflições e desejos. 
Quem sabe eu posso te ajudar?!
Escreva. Desenhe. Construa. Costure. Abrace. 
Plante coisas. Semeie. Cuide. Colha. 
Tenha filhos depois dos trinta.
Flores dentro de casa. 
Um cachorro pra chamar de seu. 
Uma companhia. 
Case-se. 
Faça tudo, não necessariamente nessa ordem. 
Desorganize. 
E se eu fosse você, levava o guarda chuva. 
Não deixava de passar o protetor solar 
e também não saía sem o casaco.


com amor,
sua mãe 


(Source: bebedacabecaquadrada.blogspot.com)

28 março, 2012

Luvas de Pelica




Tem coisas na vida que exigem um pouco mais de delicadeza e tato: dar notícia ruim, segurar filho dos outros no colo, tirar cutícula etc. Nesses casos é preciso um bocado de amenidade e fineza. As sutilezas têm o poder de transformar o assédio em flerte, a ofensa em ironia e deixar a vida bem mais saborosa.

Veja você que durante uma aula de filosofia que tive no 3º colegial, ergui o braço e fiz uma pergunta sobre Santo Agostinho ou São Tomás de Aquino. O professor, com a delicadeza de um tiranossauro tomando chá com Keith Richards, apossou-se do microfone e recomendou em alto e bom som a meus outros 59 colegas que não fizessem perguntas estúpidas como a minha. Se faltou a meu docente o tato para me explicar que a pergunta era inadequada – e não era, eu juro! – faltou-me também a coragem de cobrar minha merecida retratação.

Ser sutil é fundamental. No entanto, não confunda ser delicado com ser idiota. A pessoa sutil encanta a todos no escritório com seu charme e sua educação. É competente, cai nas graças da chefia e logo é promovida. A pessoa sonsa se deixa atolar de obrigações que não lhe cabem só para agradar aos outros e nunca sai do lugar. O sutil é maroto. Conhece as regras, respeita-as e caminha com graça por seus meandros. O sonso conhece apenas o seu umbigo e dá infinitas cabeçadas contra a parede. O sutil é astuto, o sonso é – pura e simplesmente – e na inércia de sua “sonsura” se deixa levar e acaba metendo as mãos onde não queria nem devia. 




Augusto Paz
* Colunista convidado do Blog Hoje vou assim - Cris Guerra

27 fevereiro, 2012

Criança diz cada uma...




Sinto inveja da desconcertante criatividade das crianças que, sem cabecismos concretistas ou ambições pseudo-literárias, de repente criam do nada sacadas poéticas como esta: – A cor do céu depende da hora, do tempo e de quem olha. Quem diz que o céu é azul, nem desconfia que, de noite, ele pode ser preto e, quando vai anoitecendo, pode até ser rosa ou vermelho. Quem diz que o céu é azul é analfabeto de céu.

Adultos são o que as crianças se tornam depois que começam a produzir hormônios e a largar sonhos pelo caminho. E é assim que nos tornamos maduros, responsáveis e burrocráticos. Não é de se estranhar, pois, o sucesso da coluna que o dramaturgo e pediatra Pedro Bloch publicava toda semana na revista Manchete, intitulada “Criança Diz Cada Uma”. Nela, Bloch narrava tiradas espontâneas e engraçadíssimas, protagonizadas pelas crianças (de 3 a 11 anos de idade) que passavam pelo seu consultório (como a fala sobre a cor do céu do parágrafo acima).

Olhem só no que deu:

ADULTO – É uma pessoa que sabe tudo, mas quando não sabe diz logo: “veja na enciclopédia”.

ALEGRIA – É um palhacinho no coração da gente.

AMAR – É pensar no outro, mesmo quando a gente nem tá pensando.

BOCA – É a garagem da língua.

BONITA – “Se eu sou bonita ou inteligente? Se eu sou bonita, você vê na cara. E se eu sou inteligente, nem respondo a uma pergunta boba dessas”.

CABELO – É uma coisa que serve pra gente não ficar careca.

CALCANHAR – É o queixo do pé.

CHOCOLATE – É uma coisa que a gente nunca oferece aos amigos porque eles aceitam.

COBRA – É um bicho que só tem rabo.

CRIANÇA – Ser criança é não estragar a vida.

DEUS – Um dia eu disse que Deus era muito distraído e todo mundo riu. Só não sei a graça que isso tem.

ELÉTRONS – São os micróbios da eletricidade.

ESPERANÇA – É um pedaço da gente que sabe que vai dar certo.

FÉ – É uma menininha, na praia, esvaziando o mar com um baldezinho de plástico furado.

FUTEBOL – É um jogo em que, às vezes, a trave joga melhor que o goleiro. Pega tudo.

FUTURO – É tudo que vem depois e, quando chega, já era.

INFERNO – É um lugar onde a gente morre muito mais.

MENTIRA – (ouve-se o estraçalhar de um vidro no banheiro e o menino grita) – “É mentira do barulho!”

MISTÉRIO – É uma coisa que a gente não sabe explicar direito e, quando explica, já não é.

NAMORADO – É uma pessoa que tem medo do claro.

NEVOEIRO – É poeira do frio.

PACIÊNCIA – É uma coisa que mamãe perde sempre.

PIADA – É uma coisa engraçada que perde a graça quando a pessoa avisa que vai ser.

POLUIÇÃO – É sujeira do progresso.

REDE – É uma porção de buracos amarrados com barbante.

REFLEXO – É quando a água do lago se veste de árvores.

RELÂMPAGO – É um barulho rabiscando o céu.

SAUDADE – É quando uma pessoa que devia estar perto está longe.

SONO – É saudade de dormir.

SORTE – É a gente acordar, se preparar pra ir pra escola e descobrir que é feriado nacional.

STRIP-TEASE – É mulher tirando a roupa toda, na frente de todo mundo, sem ser pra tomar banho.

TRISTEZA – É uma criança com gesso no pé, sem assinatura.

VEIAS – São raízes que aparecem no pescoço das meninas que gritam.

VIDA – A vida de muita gente é só gol contra.

VIDA – A vida a gente não explica. Vive.

XINGAR – Quando eu xingo a minha avó, só xingo a metade que é do meu irmão.






Extraído do Blog 
Pensar Enlouquece


26 fevereiro, 2012

Simone de Beauvoir


"Mulher não se nasce, torna-se". 






A frase, de Simone de Beauvoir, pedra angular de seu livro O Segundo Sexo, escrito em 1949, antecipou em 20 anos o movimento feminista. O feminismo, do qual indiscutivelmente Simone foi a grande precursora, é apenas um dos legados dessa mulher extraordinária - filósofa, escritora, militante política, defensora dos direitos do homem, amante e companheira de Jean Paul Sartre durante cerca de 50 anos, uma vida intensa que apagou-se aos 78 anos, vencida por um edema pulmonar, após uma sucessão de problemas circulatórios que a levaram ao hospital três semanas antes.

Simone Lucie Ernestine Bertrand de Beauvoir nasceu em Paris e foi professora de filosofia na Sorbonne. Estreou na literatura com o romance A Convidada (1943). Era casada com Jean Paul Sartre desde a década de 30, e, por algum tempo viveu à sombra de sua fama. O reconhecimento só viria com a publicação de O Segundo Sexo (1949), que marcaria Beauvoir como o principal nome da literatura francesa do pós-guerra, na defesa dos direitos femininos. A escritora também publicou Os Mandarins (1954), A Força da Idade (1960) e A Velhice (1970). Após a morte do marido, lançou A Cerimônia do Adeus (1981), um relato sobre os últimos anos de Sartre.

Simone de Beauvoir viveu para desmentir o dito de Stendal de que todo gênio nascido mulher está perdido para a humanidade. No caso de Simone ela não apenas transformou-se em mulher, mas por sua vida, seu pensamento e suas lutas, transformou o próprio conceito de ser mulher. 


Do blog
http://www.jblog.com.br









13 setembro, 2011

Clarice



"Dar a mão a alguém sempre foi o que esperei da alegria".


A frase acima é a inscrição que li, nesta quinta-feira, no túmulo de Clarice Lispector, no cemitério do Caju - zona portuária do Rio.

Para a comunidade judaica, as flores significam festa. Por isso só encontrei pedrinhas sobre a lápide da autora que dizia ter vindo ao mundo para amar o outro, escrever e criar filhos.

O epitáfio de Clarice me fez lembrar Augusto dos Anjos. São do poeta paraibano os versos usados por ela na epígrafe de Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres: "...a mais alta expressão da dor consiste essencialmente na alegria".


Escrito por Nonato Gurgel do

01 agosto, 2011



“Eu quero piadas internas, acordar de madrugada com uma msg da pessoa que amo,eu quero uma florzinha roubada de um jardim qualquer. Quero um amor aventureiro, quero um beijo no meio da briga, quero surpresas, quero uma coletânea com músicas (ruins ou não), que descrevam o MEU amor. Quero ter vontade de gritar com alguém, quero jogar coisas em alguém e dizer ‘saia da minha vida’, mesmo sabendo que se sair,eu morreria cada dia por dentro. Não quero que fale que meus olhos são lindos, mais que por algum motivo, que goste de olhar para eles.”



Texto retirado do

19 julho, 2011


Eu quero eternizar o seu sorriso lindo (mesmo que eu só tenha visto seu sorriso em duas fotos). E quero falar do seu cheirinho bom (Que vem por palavras), é o cheiro de uma nova vida que eu estava precisando tanto.. E você nem sonha que eu sou meio ciumenta, bem chata, que penso em você todos os dias e acredito no amor da minha vida. Acredito no amor pra sempre. Acredito em alma gêmea(Acredite Stranger, la no fundo eu acredito nisso tudo).  E guardo estrelas pro teu e pro meu céu.


Quem gostou da Ideia